quarta-feira, 28 de setembro de 2011

RESUMO: GUERRA CIVIL ESPANHOLA















GUERRA CIVIL ESPANHOLA

IMPACTOS DA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

MADRI E BARCELONA - grandes conglomerados urbanos
• A Espanha não participa da guerra
• Surto de crescimento econômico
• Crescimento do proletariado
• Crescimento da burguesia
• Crescimento das classes médias

1917
• Custo de vida sobe 140%
• Salários aumentam 117%
• Lucros das grandes empresas = 400%

ECOS DA REVOLUÇÃO RUSSA
• Espontaneísmo revolucionário no campo
• Levantes das centrais anarquistas e socialistas
• Catalunha e País Basco lutam pela autonomia

ORGANIZAÇÕES DE ESQUERDA
• UGT - Unión General de Trabajadores (socialista)
• CNT - Confederación Nacional del Trabajo (anarco-sindicalista)
• PSOE - Partido Social Obrero Español (comunista-stalinista)
• POUM – Partido Obrero Unificado Marxista (trotskista)

INÍCIO DO SÉCULO XX

“A TRINDADE REACIONÁRIA”: EXÉRCITO, LATIFÚNDIO E IGREJA CATÓLICA

ALGUNS NÚMEROS
• 24 MILHÕES DE HABITANTES
• CAMPONESES: 65 A 70% DO TOTAL
• 8 MILHÕES DE POBRES
• 12 MILHÕES DE ANALFABETOS
• SALÁRIOS RURAIS: ENTRE 0,60 E 3,00 PESETAS POR DIA
• PREÇO DO QUILO DO PÃO: 1,00 PESETA

IGREJA: 80 MIL MEMBROS(CONTROLA 1/3 DA RIQUEZA NACIONAL)
• 11.921 PROPRIEDADES RURAIS
• 7.828 PROPRIEDADES URBANAS
• CONTROLA O BANCO URQUIO, AS MINAS DE COBRE DE RIFT, AS ESTRADAS DE FERRO DO NORTE, OS ELÉTRICOS DE MADRI, A CIA. TRANSMEDITERRÂNEA
• (CARDEAL SEGURA TEM RENDA DE 60 MIL PESETAS ANUAIS)
• CONTROLA, DESDE 1851, O ENSINO OFICIAL
• (ENSINA QUE APOIAR OS LIBERAIS É PECADO)
• (NA GUERRA CIVIL, CERCA DE 8.000 CLÉRIGOS FORAM EXECUTADOS)

EXÉRCITO
• 100.000 HOMENS
• 21.966 OFICIAIS
• 566 GENERAIS
• (AS ALTAS PATENTES ERAM EXCLUSIVAS DA ELITE ECONÔMICA)
• (HAVIA, APROXIMADAMENTE, UM OFICIAL PARA CADA CINCO SOLDADOS)

DITADURA DE PRIMO DE RIVERA
• Apoio de grandes proprietários, burguesia industrial, alto clero e alta cúpula militar
• Consentida pelo rei, em nome da “ordem”
• Fim dos partidos políticos. Unión Patriótica: instrumento de propaganda das classes poderosas (1924)

REAÇÕES À DITADURA
• Estudantes universitários e intelectuais
• 1926: Alianza Republicana (Miguel de Unamuno e outros)
• Greves operárias
• Agitação camponesa
• Crise monetária e fuga do capital estrangeiro

SEGUNDA REPÚBLICA (1931)
12.04.1931 VITÓRIA ELEITORAL REPUBLICANA-SOCIALISTA
• 14.04.1931 o rei renuncia
• 28.07.1931 vitória da esquerda para Assembléia Constituinte

REALIZAÇÕES DA SEGUNDA REPÚBLICA

(Presidente Alcalá Zamorra, Primeiro Ministro Manuel Azaña)
Redução da jornada de trabalho: 8 horas
Cultivo obrigatório de terras ociosas
Prioridade de emprego aos trabalhadores locais
Reforma agrária
Aumento real dos salários de professores
Fomento ao ensino fundamental e combate ao analfabetismo
1933: Igreja proibida de exercer o ensino
Total separação Igreja - Estado
Oficialização do casamento civil e legalização do divórcio (desde 1932)

REAÇÕES À REPÚBLICA
• Igreja:“RELIGIÃO, FAMÍLIA, ORDEM, TRABALHO E PROPRIEDADE”
• Conspirações militares e parlamentares
• Confederación Patronal Agrária

CRESCE A DIREITA

• CEDA: Confederación de Derechas Autónomas
• FALANGE: Partido Fascista Espanhol
• MONARQUISTAS RADICAIS: Renovación Española
• DIREITA VENCE ELEIÇÕES EM 1933

A DIREITA NO PODER 1933 A 1936(Presidente Zamorra e Primeiro Ministro Lerroux)
Acordo com Mussoline
Fortalecimento da Falange: Franco nomeado Chefe do Estado Maior Central
Assassinados líderes operários e camponeses, proibida imprensa socialista, suspensa a reforma agrária, aumento da jornada de trabalho

ZAMORRA DISSOLVE O GABINETE LERROUX
• ELEIÇÕES DE 16.02.1936
• POLARIZAÇAO IDEOLÓGICA E SOCIAL
• VITÓRIA DA ESQUERDA
• MANUEL AZAÑA PRIMEIRO MINISTRO
• PRESSÕES DA DIREITA: fascistas Emílio Mola e Franco conspiram para “restabelecer a ordem no interior e o prestígio da Espanha no exterior”
• PRESSÕES DA ESQUERDA: anarco-sindicalistas fomentam greves no campo e nas cidades
• Zamorra destituído em abril de1936
• Azaña, eleito presidente, assume em maio

ECLODE O CONFLITO
(Santiago Quiroga:1º Ministro)
• O governo aprova medidas consideradas como “sovietização” pela direita
• Generais Mola, Sanjurjo e Franco articulam a luta armada contra o governo republicano
18 de julho de 1936: começa a guerra, que se estenderá até 1939

1936: CONJUNTURA EUROPÉIA
• Esquerda Republicana no governo espanhol
• Léon Blum, da Frente Popular (de esquerda) governa a França
• Stalinismo na URSS (de 1924 a 1953)
• A Itália invade a Etiópia
• O III Reich remilitariza a Renânia
• Fascismo em Portugal
• Democracias Liberais em crise (desde 1929)
Cresce a violência da direita e da esquerda

GUERNICA
No dia 26 de abril de 1937, o povoado de Guernica, de 6 mil habitantes, era bombardeado pelos aviões da Legião Condor alemã, em apoio às forças nacionalistas do general Francisco Franco. O bombardeio, ao cair da tarde, num dia de mercado, provocou incêndios que destruíram três quartos da cidade e deixou centenas de mortos. Foi assim que Guernica, base histórica do nacionalismo basco que queria derrubar Franco, se converteu na primeira cidade da História destruída por um ataque aéreo dirigido contra alvos civis.

BRIGADAS INTERNACIONAIS (OS “SOLDADOS DA LIBERDADE”)
• Intelectuais, operários, trabalhadores, artistas, escritores e jovens de todo o mundo (de 54 países)
• Pouca ou nenhuma experiência militar
• Nunca houve,ao mesmo tempo, mais de 15.000 combatentes, num total de 35.000
Cerca de 10.000 morreram em combate

APOIO BÉLICO (até agosto de 1936)
• Italiano: 27 aviões caças, 5 tanques, 12 canhões antiaéreos, 40 metralhadoras
• Alemão: 26 aviões bombardeiros, 15 aviões caças, 20 canhões antiaéreos, 50 metralhadoras, 8.000 fuzis
• Francês: 35 aviões caças, 25 aviões bombardeiros

COMITÊ DE NÃO-INTERVENÇÃO
• Começou a funcionar em setembro de 1936
• Representantes: 27 países
• Lideranças de Portugal e França (fronteiras com a Espanha) além da Inglaterra, Alemanha, Itália, Bélgica, Suécia, Tchecoslováquia e URSS (grandes exportadores de armamento)
Nunca foi plenamente isento de interesses

“NO PASSARÁN”
“É MELHOR MORRER EM PÉ DO QUE VIVER DE JOELOS” (Dolores Ibarruri, “La Pasionária”)
Ofensiva fascista contra Madri, iniciada em 7 de setembro de 1936: tanques, aviões e 20.000 soldados profissionais.
RESISTÊNCIA REPUBLICANA
(até 28 de março de 1939) povo espanhol e Brigadas Internacionais

1938
• Mussoline ordena o ataque aéreo a Barcelona
• Cai Léon Blum, da França
• Deladier retira apoio aos Republicanos e, em julho, bloqueia os depósitos em ouro do Banco da Espanha na França

CONFERÊNCIA DE MUNIQUE (29/9/1938)
(Hitler, Mussoline, Camberlain e Deladier)
ENTREGOU OS SUDETOS TCHECOS AO III REICH,
O QUE SIGNIFICOU ENTREGAR TODA A TCHECOSLOVÁQUIA

A ESPANHA JÁ NÃO ERA MAIS A MAIOR PREOCUPAÇÃO NO CENÁRIO MUNDIAL

A FALTA DE UNIDADE REPUBLICANA
Anarquistas e trotskistas: (“armas para el pueblo” ) queriam uma revolução social e a tomada do poder pelo proletariado pelo fim da propriedade privada
Comunistas stalinistas: queriam a união das forças combatentes contra o avanço fascista e aproximando-se das potências democratas-liberais européias contra a Alemanha e a Itália

GUERRAS DENTRO DA GUERRA
• Guerra dos autonomistas: catalães e bascos
• Guerra entre esquerdas: anarquistas e trotskistas contra stalinistas
• Guerra social: entre operários e camponeses contra a burguesia e oligarquias
• Guerra dos internacionalistas e democratas contra o nazi-fascismo

VITÓRIA FASCISTA NA ESPANHA
• Durante a Guerra Civil Espanhola, formou-se o EIXO ROMA-BERLIN
• Mussoline, Hitler e Hiroito assinam o PACTO ANTIKOMINTERN
• Nacionalistas de Franco implantam a ditadura fascista (de 1939 a 1975)
Cerca de 500.000 mortos, dos quais mais de 30.000 após o fim da guerra, nos cárceres fascistas espanhóis e alemães

FRAGMENTO DE POESIA
Espanha no coração
No coração de Neruda
No vosso e no meu coração
Espanha da Liberdade,
Não a Espanha da opressão.
Espanha Republicana:
A Espanha de Franco não.
Velha Espanha de Pelayo,
Do Cid, do Grã Capitão.
Espanha de honra e verdade,
Não a Espanha da traição!
Espanha da Liberdade;
A Espanha de Franco não!
Espanha Republicana,
Noiva da Revolução.
Espanha atual de Picasso,
De Casals, de Lorca, irmão
Assassinado em Granada!
Espanha no coração
De Pablo Neruda, Espanha
No vosso e em meu coração!
Espanha da Liberdade:
A Espanha de Franco, não.
(MANUEL BANDEIRA)

“Em sua política de tentar conter o imperialismo da Alemanha e da Itália, as democracias européias optaram por sacrificar primeiro a República espanhola e, posteriormente, a Tchecoslováquia. O tiro saiu pela culatra. Pouco depois, tiveram de enfrentar com armas o mesmo perigo que parte da Espanha e o movimento antifascista internacional tentou combater durante quase três longos anos.”
(BEIGUELMAN-MESSINA, Gisele. A Guerra Civil Espanhola.Scipione, 1994)

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