domingo, 4 de setembro de 2011

TEXTOS: IMPERIALISMO






Jules Ferry



"O imperialismo é filho da industrialização”
(Jules Ferry, 1º Ministro francês, em 1880)
Cecil Rodhes
“O mundo está todo parcelado, e o que resta dele está sendo dividido, conquistado, colonizado. Pense nas estrelas que vemos à noite… Eu anexaria os planetas, se pudesse; penso sempre nisso.”
(Cecil Rhodes, colonialista ingles, em 1895)

“Sustento que somos a primeira raça do mundo, e quanto mais do mundo habitarmos, tanto melhor será para a raça humana…Se houver um Deus, creio que Ele gostaria que eu pintasse o mapa da África com as cores britânicas.”
(Idem, 1897)

" Considerei a existência de Deus e decidi que há uma boa chance de que ele exista. Se ele realmente existir, deve estar trabalhando em um plano. Portanto, se devo servir a Deus, preciso descobrir o plano e fazer o melhor possível para ajudá-lo em sua execução. Como descobrir o plano? Primeiramente, procurar a raça que Deus escolheu para ser o instrumento divino da futura evolução. Inquestionavelmente, é a raça branca… Devotarei o restante de minha vida ao propósito de Deus e a ajudá-lo a tornar o mundo inglês."
(Idem, 1897)

“A universal nação ianque pode regenerar e libertar o povo do México em poucos anos; e cremos que é parte de nosso destino civilizar esse belo país e capacitar seus habitantes para apreciar algumas das numerosas vantagens e bênçãos de que dispõem”. (Artigo do New York Herald, em 1847)


“A penosa escassez de prata (...) pode ser remediada unicamente – como se remediou a escassez de ouro – com a aplicação da iniciativa norte-americana nas minas do México. A prata cunhada nunca será abundante nos Estados Unidos se as suas fronteiras meridionais não incluírem as jazidas minerais do México.” (Artigo da United States Review, em 1853)

Senador Beveridge
“Deus designou o povo norte-americano como Sua nação eleita para finalmente levar a regeneração ao mundo (...) Somos depositários do progresso do mundo, guardiães de sua paz!” (Senador Albert J. Beveridge, dos EUA, início do século XX)


“A natureza distribuiu no planeta os depósitos e a abundância de suas matérias- primas; enquanto localizou o gênero inventivo das raças brancas e a ciência da utilização das riquezas naturais nesta extremidade continental que é a Europa, concentrou os mais vastos depósitos dessas matérias-primas nas Áfricas, Ásias tropicais, Oceanias equatoriais, para onde as necessidades de viver e de criar lançariam o elã dos países civilizados. Estas imensas extensões incultas, de onde poderiam ser tiradas tantas riquezas deveriam ser deixadas virgens, abandonadas à ignorância ou à incapacidade? (...) A humanidade total deve poder usufruir da riqueza total espalhada pelo planeta. Esta riqueza é o tesouro comum da humanidade.” (Texto de Albert Sarraut, em Grander ET Servitude Coloniales, Paris, 1931)
Kipling
Tomai o fardo do Homem Branco -
Envia teus melhores filhos
Vão, condenem seus filhos ao exílio
Para servirem aos seus cativos;
Para esperar, com arreios
Com agitadores e selváticos
Seus cativos, servos obstinados,
Metade demônio, metade criança.
(...)
Tomai o fardo do Homem Branco -
As guerras selvagens pela paz -
Encha a boca dos Famintos,
E proclama, das doenças, o cessar;
E quando seu objetivo estiver perto
(O fim que todos procuram)
Olha a indolência e loucura pagã
Levando sua esperança ao chão.
(...)
Tomai o fardo do homem branco -
Vós, não tenteis impedir -
Não clamem alto pela Liberdade
Para esconderem sua fadiga
Porque tudo que desejem ou sussurrem,
Porque serão levados ou farão,
Os povos silenciosos e calados
Seu Deus e tu, medirão.
(Rudyard Kipling, escitor anglo-indiano)


“Se algum mal for feito a nossos cidadãos, acertaremos nossas contas, até as últimas, com os responsáveis (...) A política do governo dos Estados Unidos consiste em (...) proteger todos os direitos assegurados a potências amigas, por tratados e leis internacionais, e salvaguardar para o mundo o princípio do comércio igual e imparcial com todas as partes do Império Chinês.” (Diplomata John Hay, sobre o comércio com a China, no final do século XIX)
Almirante Mahan
“O que quer que façam ou não, os norte-americanos devem agora começar a olhar para longe.” (Almirante Alfred T. Mahan, ideólogo do imperialismo norte-americano, em 1890)

"O interesse egoísta é um objetivo não somente legítimo como também fundamental para a política nacional" (Idem)
Theodore Roosevelt e seu Big Stick

“Fale com suavidade, mas empunhe o grande porrete!” (Theodore Roosevelt, Presidente dos EUA, a respeito da América Latina, no início do século XX)
Taft
”Não está longe o dia em que três bandeiras de listras e estrelas marcarão em três lugares a extensão de nosso território: uma no Polo Norte, outra no Canal do Panamá e a terceira no Polo Sul. Todo o hemisfério será nosso, de fato, como, em virtude de nossa superioridade racial, já é nosso moralmente’. (Willian H. Taft, Presidente dos EUA, em 1912)


domingo, 28 de agosto de 2011

TEXTOS: AS REVOLUÇÕES BURGUESAS

Declaração dos Direitos (Bill of Rights) – 1689

Artigo 1º - Que o pretenso poder de suspender a execução das leis pela autoridade real, sem o consentimento do Parlamento, é contrário às leis.
Artigo 4º - Que toda a retirada de dinheiro para uso da Coroa, sob pretexto da prerrogativa real, sem que tenha sido estipulada pelo Parlamento, ou por tempo mais longo ou de outro modo que não tenha sido concedida, é contrária às leis.
Artigo 6º - Que criar ou manter um exército no Reino em tempo de paz, sem o consentimento do Parlamento, é contrário às leis.
Artigo 8º - Que as eleições dos deputados ao Parlamento devem ser livres.
Artigo 9º - Que os discursos feitos nos debates no Parlamento não devem ser examinados em nenhuma Corte nem em outro lugar a não ser no próprio Parlamento.

ROBESPIERRE
“Chegou a hora da igualdade passar a foice por todas as cabeças. Portanto, legisladores, vamos colocar o terror na ordem do dia." (Discurso de Robespierre na Convenção).

BENJAMIN FRANKLIN
"Lembra-te que o tempo é dinheiro... Lembra-te que o crédito é dinheiro... Lembra-te que o dinheiro é produtivo e se multiplica... Lembra-te que, segundo o provérbio, um bom pagador é senhor de todas as bolsas... A par da sobriedade e do trabalho, nada é mais útil a um moço que pretende progredir no mundo que a pontualidade e a retidão em todos os negócios".

sábado, 27 de agosto de 2011

DUDA, BEETHOVEN, VIVALDI, MASCARENHAS...




Minha filha Maria Eduarda, a famosa Duda, participou de um recital em Campinas. Em seu repertório, Beethoven (Pour Elise, Ode à Alegria), Vivaldi (Primavera), Mário Mascarenhas (Férias na Espanha, A Boneca Sem Corda) e outras composições. Alguns poucos tropeços naturais de quem tem sete anos de idade e seis meses de piano não ofuscaram seu sucesso. Acredito que a Sinfônica de Londres ou a Filarmônica de Moscou estarão bem servidas dessa virtuosa pianista.


Exagerei?











TEXTOS: CLERO MEDIEVAL

Clero Regular
“A ociosidade é inimiga da alma. Os monges devem, pois, consagrar certas horas ao trabalho manual e outras à leitura das coisas divinas (...) Se os monges se virem obrigados, por necessidade ou pobreza, a trabalharem eles próprios nas colheitas, que não se aflijam; serão, então, verdadeiros monges quando viverem do trabalho de suas mãos.” (Regra de São Bento de Núrcia, fundador da Ordem doa Beneditinos, no século VI)

Clero Secular
“Dei meu ouro e recebi o bispado, mas confio recebê-lo de volta, se souber como proceder. Para ordenar um padre, cobrarei em ouro; para ordenar um diácono, cobrarei um monte de prata (...) Paguei bom ouro, mas hei de rechear a bolsa.” (Depoimento de um Bispo no século IX, citado por A. Fremantle em A Idade da Fé)

TEXTOS: REFORMA E CONTRARREFORMA







LUTERO



“Só a fé salva.”



“Deixai de vos atormentar! Deus não é um juiz severo, mas um pai compassivo. Fazei o que quereis, sois e sereis pecadores por toda a vida. Contudo, se credes no Redentor, estais salvos. Tende confiança.” (Lutero)
(Revoltas Camponesas)






“Eu não tinha o direito, em meu escrito precedente, de julgar os camponeses, ainda que se declarassem prontos a se deixar instruir. O Cristo, aliás, proibiu julgar. Mas antes que tivesse tido tempo de mudar de opinião, eles levaram adiante seus desígnios e se puseram a usar de violência. Esquecendo sua promessa, saquearam e atacaram como cães furiosos (...) O Príncipe ou o senhor deve pensar que é o ministro de Deus e o servidor de sua cólera. A espada deve se abater sobre os patifes. Não punir ou castigar, não exercer sua função, é pecar contra Deus.”
“Temos que despedaçá-los [os camponeses], degolá-los e apunhalá-los em segredo e em público: e que os matem todos os que possam matá-los, como se mata um cão furioso (...) Por isso, caros senhores, ouvi-me e matais, degolai sem piedade, e, se morrerdes, como seríeis ditosos, pois jamais poderíeis ter morte mais feliz.”
(Lutero, a respeito das revoltas camponesas em panfleto intitulado Contra as Hordas Ladras e Assassinas dos Camponeses)



(Revoltas camponesas)



“Os pobres nas cidades e mais ainda os camponeses estavam em situação desesperadora. Eram explorados e esbulhados cruelmente de seus direitos e privilégios tradicionais. Encontravam-se num estado de espírito revolucionário que se manifestou através dos levantes camponeses e de movimentos revolucionários nas cidades. O Evangelho traduziu em palavras suas esperanças e expectativas, tal como o fizera para os escravos e trabalhadores o cristianismo primitivo, e levou os pobres a procurarem liberdade e justiça. Na medida em que Lutero atacou a autoridade e fez da palavra Evangelho o centro de seus ensinamentos, atraiu essas massas inquietas como outros movimentos de caráter evangélico haviam feito antes.” (FROMM, Erich. O Medo à Liberdade. Rio de Janeiro, Zahar, 1983)



“Os padres são dos homens os mais cúpidos do mundo. Eles rivalizam um e outro com quem terá mais, não do que deveriam ter, de virtudes e letras, mas querem ultrapassar os outros pela pompa e pela ostentação. Querem pelos engastes, ricos e ornamentados; querem mostrar-se em público com um exército de comilões, e a cada dia, por causa de sua preguiça e de sua ausência de virtudes, suas inclinações se fazem mais lascivas, mais temerárias e mais imprudentes (...) Pensa você que seja realesco um Pontífice revestir-se para se fazer adorar, assim, como um deus, de um longo casaco de mulher, como usam os efeminados e os luxuriosos da Babilônia? Pensa você que seja marcial caminhar no meio de um batalhão em quadrado escoltado por um longo cortejo? E pensa você que sejam pregadores verdadeiros os que por lucro se interessam pelos negócios de perjúrios, de usuras, de testamentos, de casamentos, de territórios e de Igrejas?” ( L.B. Alberti, Tratado Sobre a Família, livro II e Diálogo Sobre o Pontífice, aproximadamente de 1430-1440)





ANABATISTAS
(Tomaz Muntzer, um anabatista)



Manifesto de camponeses da região do Reno, de 1524
Artigo 4º - Até então era costume que nenhum trabalhador pobre tivesse direito à caça, aos pássaros e ao peixe de água corrente, o que nos parece chocante e bem pouco fraternal, egoísta da parte dos poderosos e em desacordo com a palavra de Deus. Mesmo em certos lugares as autoridades deixaram os animais fazer grandes estragos em nossas colheitas. Ora, Deus deixou crescer os animais para a utilidade do homem, e não para que as feras desprovidas de razão devorem os bens ao seu bel-prazer. Como Deus criou o homem como senhor de tudo o que vive, concedeu, portanto, a todos os homens poder sobre os animais, sobre o pássaro no ar, sobre o peixe na água.
Artigo 5º - Temos de nos queixar, também, a respeito dos bosques. Pois nossos senhores reservam apenas para si a floresta, e quando um pobre necessita de madeira, deve comprá-la pelo dobro de seu valor. Eis portanto nossa intenção a respeito dos bosques. Os senhores eclesiásticos e leigos devem novamente deixar às comunidades as florestas que elas não conseguem adquirir a dinheiro e permitir às comunas a liberdade de exploração.”





CALVINO






... é lícito supor que o capital, o crédito, o banco, o grande comércio, as finanças são desejadas por Deus e tão respeitáveis quanto o salário do operário e o aluguel de um imóvel. O comerciante que busca o lucro e revela as qualidades que o sucesso econômico exige ( o trabalho, a sobriedade, a frugalidade, a ordem) responde também ao chamado de Deus e um homem que não trabalha não deve mais comer”. (João Calvino, citado por Roland Mousnier – Os Séculos XVI e XVII, em História Geral das Civilizações, Difel, 1973)





ANGLICANISMO





Ato de Supremacia
“O Rei é o chefe supremo da Igreja da Inglaterra (...) Nesta qualidade, o Rei tem todo o poder de examinar, reprimir, corrigir tais erros, heresias, abusos, ofensas e irregularidades que sejam ou possam ser reformados legalmente por autoridade (...) espiritual (...) a fim de conservar a paz, a unidade e a tranquilidade do Reino, não obstante todos os usos, costumes e leis estrangeiras, toda autoridade estrangeira.”

CONCÍLIO DE TRENTO









“Havendo Jesus Cristo concedido à Igreja o poder de conceder indulgência (...); ensina e ordena o sacrossanto Concílio que o uso das indulgências (...) deve conservar-se pela Igreja (...). Não obstante, deseja que se proceda com moderação na sua concessão (...) a fim de que, pela facilidade de concedê-las, não decaia a disciplina eclesiástica. E ansiando para que se emendem e corrijam os abusos que se introduziram nelas, motivo que leva os hereges a blasfemarem contra elas, estabelece (...) que se exterminem de forma absoluta todos os lucros ilícitos que se cobram dos fiéis para que as consigam; pois disto se originaram muitos abusos no povo cristão.”
(Adhemar Marques et ali. História Moderna através de textos. São Paulo: Contexto, 1997. p. 121)

sábado, 20 de agosto de 2011

TEXTOS: ILUMINISMO



“Se um homem em estado de natureza está tão livre quanto se disse, se é senhor absoluto de sua pessoa e bens, igual aos maiores, sem estar sujeito a quem quer que seja, por que abandonará sua liberdade?(...) para que todos sejam (...) como ele, todo homem seu igual e a maior parte deles, como não faz uma rigorosa observância da eqüidade e da justiça, a fruição da propriedade que tem nesse estado é muito arriscada e muito insegura; e não é sem razão que procura e está disposto a formar com outros uma sociedade que já está unida, ou tem idéia de unir para a preservação mútua de suas vidas, liberdades e bens, a que chamo pelo nome geral de propriedade. Portanto, a grande e principal finalidade dos homens que se unem em comunidade é a preservação de sua propriedade...” (LOCKE, John. Sobre o Governo Civil. São Paulo, Ática, 1978.)

O objetivo grande e principal, portanto, da união dos homens em comunidades, colocando-se eles sob governo, é a preservação da propriedade.
(LOCKE, John. SEGUNDO TRATADO SOBRE O GOVERNO, 1690)


ROUSSEAU

"O homem nasce livre, e por toda a parte encontra-se a ferros. O que se crê senhor dos demais, não deixa de ser mais escravo do que eles (...) A ordem social é um direito sagrado que serve de base a todos os outros. Tal direito, no entanto, não se origina da natureza: funda-se, portanto, em convenções." (Do Contrato Social)

"A maioria de nossos males é obra nossa e os evitaríamos, quase todos, conservando uma forma de viver simples, uniforme e solitária que nos era prescrita pela natureza"
"O verdadeiro fundador da sociedade civil foi o primeiro que, tendo cercado um terreno, lembrou-se de dizer 'isto é meu' e encontrou pessoas suficientemente simples para acreditá-lo. Quantos crimes, guerras, assassínios, misérias e horrores não pouparia ao gênero humano aquele que, arrancando as estacas ou enchendo o fosso, tivesse gritado a seus semelhantes: 'Defendei-vos de ouvir esse impostor; estareis perdidos se esquecerdes que os frutos são de todos e que a terra não pertence a ninguém'"



JOHN LOCKE





"E quais poderiam ser as correntes da dependência entre homens que nada possuem? Se me expulsam de uma árvore, sou livre para ir a uma outra"

"A meditação em locais retirados, o estudo da natureza e a contemplação do universo forçam um solitário a procurar a finalidade de tudo o que vê e a causa de tudo o que sente"

"A única instituição que ainda se constitui natural é a Família "

"O homem é bom por natureza. É a sociedade que o corrompe."

"Mesmo quando cada um de nós pudesse alienar-se não poderia alienar a seus filhos: eles nascem homens e livres, sua liberdade lhes pertence e ninguém, senão eles, pode dispor dela. Antes de chegar à idade da razão, o pai pode, em seu nome, estipular as condições de sua conservação, do seu bem-estar, porém, não dá-los irrevogável e incondicionalmente porque um dom semelhante contraria os fins da natureza e sobrepuja os limites da finalidade paternal. Seria, pois, preciso para que um governo arbitrário fosse legítimo, que, em cada geração o povo fosse dono de aceitá-lo ou de rejeitá-lo; porém, então o governo não seria arbitrário."

Sobre o governo, que para Rousseau é "Um corpo intermediário entre os súditos e o soberano, para sua mútua correspondência, encarregado da execução das leis e da conservação da liberdade, tanto civil como política.", e a submissão do povo aos chefes [governantes] diz: "É somente um incumbência, um cargo, pelo qual simples empregados [governantes] do soberano [povo] exercem em seu nome o poder de que os faz depositários, e que ele pode limitar, modificar e reivindicar quando lhe aprouver."

"Se houvesse um povo de deuses, ele seria governado democraticamente. Um governo tão perfeito não convém aos homens."

"Maquiavel, fingindo dar lições aos Príncipes, deu grandes lições ao povo".

MONTESQUIEU

“Quando na mesma pessoa, ou no mesmo corpo de magistrados, o poder legislativo se junta ao executivo, desaparece a liberdade... Não há liberdade se o poder judiciário não está separado do legislativo e do executivo... Se o judiciário se unisse com o executivo, o juiz poderia ter a força de um opressor. E tudo estaria perdido se a mesma pessoa ou o mesmo corpo de nobres, de notáveis, ou de populares, exercesse os três poderes: o de fazer as leis, o de ordenar a execução das resoluções públicas e o de julgar os crimes e os conflitos dos cidadãos”.
(Do Espírito das Leis, 1748)


“É uma verdade eterna: qualquer pessoa que tenha o poder, tende a abusar dele. Para que não haja abuso, é preciso organizar as coisas de maneira que o poder seja contido pelo poder.”(Do Espírito das Leis)
"A religião é menos um tema de santificação do que um tema de discussões que pertence a todos"


"A sutileza do pensamento consiste em descobrir a semelhança das coisas diferentes e a diferença das coisas semelhantes"

"Recebemos três educações diferentes: a dos nossos pais, a dos nossos mestres e a do mundo. O que aprendemos nesta última, destrói todas as ideias das duas primeiras"

"As leis, no sentido mais amplo, são as relações necessárias que derivam da natureza das coisas"

"Quando vou a um país, não examino se há boas leis, mas se as que lá existem são executadas, pois boas leis há por toda a parte"

"As viagens dão uma grande abertura à mente: saímos do círculo de preconceitos do próprio país e não nos sentimos dispostos a assumir aqueles dos estrangeiros"

"Quanto menos os homens pensam, mais eles falam"

"A pessoa que fala sem pensar, assemelha-se ao caçador que dispara sem apontar."

"Leis inúteis enfraquecem as leis necessárias."

"Defenderei sempre o direito de discordarem de mim."

"Só o poder limita o poder." [O Espírito das Leis, Livro XI, Capítulo IV]

VOLTAIRE

"Acreditar em milagres é um absurdo, equivale de certo modo a desonrar a Divindade." (Dicionário Filosófico)

" Meus amigos, uma falsa ciência gera ateus, mas a verdadeira ciência leva os homens a se curvar diante da divindade..." ( Les A, B, C ou Dialogues entre A, B, C, 1768)

"Os homens que comem carne e tomam beberagens fortes têm todos um sangue azedo e adusto, que os torna loucos de mil maneiras diferentes. Sua principal demência se manifesta na fúria de derramar o sangue de seus irmãos e devastar terras férteis, para reinarem sobre cemitérios."
(A Princesa da Babilônia, Capitulo III )

"Eu posso não concordar com o que você diz, mas defenderei até a morte o direito de dizê-las"
"Os voluptuosos careiam companheiros de devassidão. Os interesseiros reúnem sócios. Os políticos congregam partidários. O comum dos homens ociosos mantém relações. Os príncipes têm cortesãos. Só os virtuosos possuem amigos." ( Dicionário Filosófico)
"Todos os que se disseram filhos de deuses foram os pais da impostura. Serviram-se da mentira para ensinar verdades, eram indignos de a ensinar, não eram filósofos, eram, quando muito, mentirosos cheios de prudência." (Dicionário Filosófico)

"Os filósofos sempre foram perseguidos por fanáticos. Será possível, no entanto, que os homens de letras se imiscuam também e eles próprios aticem contra os seus confrades as armas com que todos são trespassados, uns após outros?" ( Dicionário Filosófico)

"O preconceito é uma opinião sem julgamento. Assim em toda terra inspiram-se às crianças todas as opiniões que se desejam antes que elas as possam julgar." ( Dicionário Filosófico)

"Como é que um homem pode se tornar senhor de outro homem e por que espécie de incompreensível magia pôde esse homem se tornar senhor de muitos outros homens?" (Dicionário Filosófico)

"Que é virtude? Beneficência para com o próximo." ( Dicionário Filosófico)

"Filósofo, amante da sabedoria, ou seja, da verdade." (Dicionário Filosófico)

"Que ingenuidade, que pobreza de espírito, dizer que os animais são máquinas privadas de conhecimento e sentimento, que procedem sempre da mesma maneira, que nada aprendem, nada aperfeiçoam! (...) Bárbaros agarram esse cão que tão prodigiosamente vence o homem em amizade, pregam-no em cima de uma mesa e dissecam-no vivo para mostrarem-te suas veias mesentéricas. Descobres nele todos os mesmos órgãos de sentimentos de que te gabas. Responde-me maquinista, teria a natureza entrosado nesse animal todos os órgãos do sentimento sem objetivo algum? Terá nervos para ser insensível? Não inquires à natureza tão impertinente contradição." (Dicionário Filosófico. Em resposta a Descartes)

"As opiniões causaram mais males do que a peste ou terremotos neste pequeno nosso mundo". (Carta para Élie Bertrand, 1759)

"Um historiador é um tagarela que arrelia os mortos." ( Dicionário Universal Nova Fronteira de Citações)

"Admiramo-nos do pensamento; mas o sentimento é igualmente maravilhoso." (Dicionário Filosófico)

“Não é aos homens que me dirijo, é a ti, Deus de todos os seres, de todos os homens e de todos os tempos (…). Que as pequenas diferenças entre as vestimentas que cobrem nossos fracos corpos, entre nossos costumes ridículos, entre todas as nossas leis imperfeitas, entre todas nossas opiniões insensatas (…) que todas essas pequenas nuances que distinguem os átomos chamados homens não sejam motivos de perseguição.” (Tratado Sobre a Tolerância, 1763)

"O abuso da graça é afetação; o abuso do sublime, absurdo. Toda perfeição é um defeito." (Dicionário Filosófico)

"Que é então o perseguidor? É aquele cujo orgulho ferido e o fanatismo em furor irritam o príncipe ou magistrados contra homens inocentes, cujo único crime consiste em não serem da mesma opinião." (Dicionário Filosófico)

"As paixões são como ventanias que enchem as velas dos navios; às vezes elas oprimem, mas sem elas não poderia navegar"

"Os homens que procuram a felicidade são como os embriagados que não conseguem encontrar a própria casa, apesar de saberem que a têm."

"Todas as grandezas desse mundo não valem um bom amigo."

"Que Deus me proteja dos meus amigos. Dos inimigos, cuido eu."

"Quando se trata de dinheiro, todos têm a mesma religião.

"Aquilo a que chamamos acaso não é, não pode deixar de ser, senão a causa ignorada de um efeito conhecido".

"O acaso é uma palavra sem sentido. Nada pode existir sem causa."

"O mundo me intriga. Não posso imaginar que este relógio exista e não haja relojoeiro".

"A leitura engrandece a alma".



"A primeira lei da natureza é a tolerância; já que temos todos uma porção de erros e fraquezas."
KANT
"O direito é o conjunto de condições que permitem à liberdade de cada um acomodar-se à liberdade de todos."














" Todo nosso conhecimento nasce no sentido, passa pelo entendimento e termina na razão."



"A felicidade não é um ideal da razão, mas sim da imaginação."



" A paciência é a fortaleza do débil; a impaciência, a debilidade do forte."



" A sabedoria das mulheres não é raciocinar, é sentir. "



" Não há virtude tão forte que esteja a salvo da tentação."



" Você é livre no momento em que não busca fora de si mesmo alguém para resolver os seus problemas."



"O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele".

DIDEROT


"A autoridade do príncipe é limitada pelas leis da natureza e do Estado... O príncipe não pode, portanto, dispor de seu poder e de seus súditos sem o consentimento da nação e independentemente da escolha estabelecida no contrato de submissão..." (artigo " Autoridade política", Enciclopédia. 1751




“Nenhum homem recebeu da natureza o direito de comandar os outros. A liberdade é um presente do céu, e cada indivíduo da mesma espécie tem o direito de gozar dela logo que goze da razão (...) O poder que se adquire pela violência não é mais que uma usurpação e não dura senão pelo tempo por que a força daquele que comanda prevalece sobre a daqueles que obedecem (...) O poder que vem do consentimento dos povos supõe necessariamente condições que torne o seu uso útil à sociedade, vantajoso para a República, e que o fixem e restrinjam entre limites; pois o homem não pode nem deve dar-se inteiramente e sem reserva a outro homem.” (Denis Diderot, em Autoridade Política)


D"ALEMBERT








“Descartes teve pelo menos a ousadia de ensinar os espíritos bons a sacudir o jugo da Escolástica, da opinião, da autoridade, em uma palavra, dos preconceitos e da barbárie; e por meio desta revolta, cujos frutos hoje colhemos, prestou à filosofia um serviço talvez mais essencial do que todos os que deve aos seus ilustres sucessores (...) Embora acabasse por acreditar que podia explicar tudo, começou, pelo menos, duvidando de tudo; e as armas de que nos servimos para combatê-lo, embora as voltemos contra ele, nem por isso lhe pertencem menos.” (D’Alembert, no Discurso Preliminar da Enciclopédia, em 1751)

“Os filósofos se erigiram como preceptores do gênero humano. Liberdade de pensar, eis seu brado, e este brado se propagou de uma extremidade a outra do mundo. Com uma das mãos tentaram abalar o Trono; com a outra quiseram derrubar os Altares. Sua finalidade era modificar nas consciências as instituições civis e religiosas e, por assim dizer, a revolução se processou.” (Denúncia formulada pelo advogado Séquier, em 1770)

TEXTOS: MERCANTILISMO

Sobre o metalismo: “Um país se torna tanto mais rico quanto mais dinheiro ou ouro recebe da terra ou de alguma parte, e mais pobre quanto mais ouro sai dele.” (F. SCHROEDER, 1686)

Sobre a balança comercial: “Os meios ordinários, portanto, para aumentar a riqueza e tesouro são pelo comércio exterior, para o que devemos sempre obedecer a esta regra: anualmente, vender aos estrangeiros mais, em valor, do que consumimos deles.” (T. MUN, 1664)

“As nossas perdas são equivalentes aos lucros realizados pelo estrangeiro... Um país não ganha sem que outro perca.” (A. MONTCHRETIEN, 1615)

Sobre o protecionismo alfandegário: “O comércio é de fato o direito das gentes, mas o príncipe tem o poder de restringi-lo como quiser, limitá-lo como lhe aprouver, onerá-lo ou aliviá-lo de imposições, principalmente no que diz respeito aos estrangeiros.” (A. MONTCHRETIEN, 1616)

Sobre a produção de manufaturas: “Poder-se-ia perguntar o que importa mais para acrescentar uma cidade, se cultivar a terra ou a indústria do homem. E vale mais a indústria, porque são de maior estima e preço as coisas produzidas pelas artificiosas mãos do homem do que as que são engendradas pela natureza.”(J. BOTERO, 1603)

Sobre a importância das colônias: “As colônias não podem esquecer jamais o que devem à mãe-pátria pela prosperidade de que desfrutam. Devem Devem, por consequência: dar à metrópole maior mercado aos seus próprios produtos, dar ocupação ao maior número de seus manufatureiros, artesãos e marinheiros; fornecer-lhes uma maior quantidade de artigos de que ela precisa.”(POSTLETHWAYT, 1747)

GENÉRICAS
“Ordena-se, pela autoridade do Parlamento, que ninguém leve, ou faça levar, para fora deste Reino ou Gales ou qualquer parte do mesmo, qualquer forma de dinheiro da moeda deste Reino, ou de dinheiro, e moedas de outros Reinos, terras e senhorias, nem bandejas, vasilhas, barras ou joias de ouro guarnecidas ou não, ou de prata, sem licença do Rei.”

“A única maneira de fazer com que muito ouro seja trazido de outros Reinos para o Tesouro Real é conseguir que grande quantidade de nosos produtos seja levada anualmente além dos mares e menor quantidade de seus produtos seja para cá transportada (...) Se isso puder ser feito, não será impossível nem improvável mandar para além mar anualmente, em mercadorias, o valor de um milhão e cem mil libras e receber de volta, em todos os tipos de mercadorias, apenas o valor de seiscentas mil libras. Não se segue necessariamente que receberíamos então as outras quinhentas mil libras, seja em ouro ou moeda inglesa?”
(Tudor Economic Documents, de 1549)

“As manufaturas produzirão benefícios em dinheiro, o que é o único fim do comércio e o único meio de aumentar a grandeza e o poderio do Estado.” (Colbert, Ministro de Luís XIV)

“A abundância de ouro e prata é a riqueza de um país.”(Jean Bodin)