segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

A URSS PELOS LÍDERES SOVIÉTICOS

Tentando dar um apoio aos que passaram para a segunda fase dos grandes vestibulares, aqui vai mais uma contribuição. Leia neste blog um resumo da Revolução Russa. Para dar sustentação àquele texto, analise os depoimentos de líderes soviéticos de várias fases da História.








Lênin, no primeiro ano da Revolução Bolchevique:
“Camaradas operários, soldados, camponeses e todos os trabalhadores! Ponham todo o poder nas mãos dos nossos sovietes. Guardai, protegei como as meninas dos olhos a terra, os cereais, as fábricas, os instrumentos, os produtos, os transportes, tudo isso será a partir de hoje inteiramente vosso, patrimônio de todo o povo. Gradualmente, com o acordo e a aprovação da maioria dos camponeses, na base de sua experiência prática e na dos operários, marcharemos com passo firme e seguro para a vitória do socialismo na Rússia, que os operários de vanguarda dos países mais civilizados consolidarão e que dará aos povos uma paz duradoura e os libertará de todo o jugo e de toda a exploração.”
(Lênin, Carta à População, 1917)


Stálin, no início de seu governo:
“A conquista e a manutenção da ditadura do proletariado não são possíveis sem um partido forte pela sua coesão e a sua disciplina de ferro. Não se pode deixar de concluir que a existência de frações é incompatível com a unidade do partido e sua férrea disciplina. Não é preciso demonstrar que a existência de frações leva à existência de diversos organismos centrais que implicam a liquidação de um centro comum a todo o partido, a ruptura da vontade única, o relaxamento e a decomposição da ditadura. O partido é uma unidade de vontade que exclui todo fracionalismo e a divisão do poder em seu interior.”
(Stálin, Questões do Leninismo, 1924)


Trotsky, expulso da URSS e perseguido por Stálin:
“A conquista do poder pelo proletariado não significa o coroamento da revolução, mas seu começo. O triunfo da revolução socialista é inconcebível dentro das fronteiras nacionais de um país. A edificação socialista só pode se realizar sobre a base da luta de classes em terreno nacional e internacional. Nas condições de predomínio do regime capitalista no plano mundial, esta luta tem que conduzir inevitavelmente a explosões de guerra interna e externa, revolucionária. Assim, a revolução socialista se converte em permanente em um sentido novo e mais amplo do termo; no sentido de que só se consuma com a vitória definitiva da nova sociedade em todo o planeta.”
(Trotsky, A Revolução Permanente, 1930


Kruschev e a desestalinização da URSS:
“Stálin lançou mão de métodos extremos e de repressões maciças quando a revolução já era vitoriosa. Ele não agia pela persuasão, pela explicação e colaboração paciente com os outros, mas impondo suas ideias e exigindo uma submissão absoluta. Quem quer que se opusesse às suas concepções ou tentasse explicar seu ponto de vista ou a exatidão de sua posição estava destinado a ser excluído e, em seguida “liquidado”moral e fisicamente. Isso foi particularmente verdadeiro durante o período posterior ao 17º Congresso (1934), no momento em que dirigentes e simples militantes do partido, todos honestos e devotados, tombaram vítimas do despotismo.”
(Kruschev, Informe ao 20º Congresso, 1956)


Breznev e a economia soviética:
“A situação internacional da União Soviética é firme como nunca. A distensão tornou-se a principal tendência. As principais tarefas socioeconômicas do quinquênio foram realizadas. A história do país não conhece um programa social tão amplo como o que foi cumprido no período em exame. O nosso país jamais teve um potencial econômico e científico-técnico tão grande. Criamos uma nova sociedade, uma sociedade que o gênero humano jamais conhecerá. Uma sociedade de economia sem crises e em contínuo crescimento, de relações socialistas amadurecidas, de autêntica liberdade. Fazemos e continuaremos a fazes todo o possível para defender e consolidar a paz.”
(Breznev, Informe ao 25º Congresso, 1976)


Gorbatchev e a crise da URSS:
O incremento consequente das formas de democracia próprias do socialismo e a promoção da autogestão são condições imprescindíveis para o nosso avanço na produção, na ciência e na técnica, na literatura, na cultura e artes, em suma, em todos os domínios da vida social. Claro que não se coloca qualquer tipo de desmantelamento do nosso sistema político. Devemos aproveitar com a máxima eficácia todo o seu potencial, encher de conteúdo autenticamente democrático a atuação do partido, dos sovietes, das instituições do Estado, das organizações sociais e dos coletivos de trabalhadores, dar uma vida nova a todos os elementos da sociedade.”
(Gorbatchev, Relatório ao Comitê Central, 1987)

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